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Home»Manaus»Governo averigua denúncia de migrantes em trabalho análogo à escravidão no AM
Manaus

Governo averigua denúncia de migrantes em trabalho análogo à escravidão no AM

Portal Em TempoBy Portal Em Tempojaneiro 21, 2025Updated:janeiro 22, 2025Nenhum comentário2 Mins Read
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Governo averigua denúncia de migrantes em trabalho análogo à escravidão no AM
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O Governo do Amazonas foi acionado para averiguar uma empresa que estaria empregando migrantes em condições análogas à escravidão. A fiscalização conjunta aconteceu, nesta terça-feira (21), na empresa situada na Zona Leste de Manaus, a pedido do Ministério Público do Trabalho no Amazonas (MPT-AM).

A Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), que tem em seu escopo o combate ao trabalho escravo, atua em parceria com os órgãos fiscalizadores nas denúncias recebidas. No Brasil, o trabalho escravo foi abolido, por isso a nomenclatura de análogo, quando o empregador, de alguma forma, submete o empregado a trabalhos forçados, jornadas exaustivas, condições degradantes, restrição de locomoção, apoderamento de documentos ou objetos pessoais.

O trabalho análogo à escravidão é punido pelo artigo 149 do Código Penal Brasileiro (CPB), que prevê prisão de 2 a 8 anos e multa. Na fiscalização desta terça-feira, a equipe da Secretaria Executiva de Direitos Humanos (SEDH) aplicou um formulário aos funcionários para entender se havia algum direito humano violado.

Em sua maioria de nacionalidade venezuelana, os trabalhadores tiveram o atendimento em espanhol e contaram às equipes sobre a rotina na empresa de distribuição de alimentos. O relatório gerado pela Sejusc e Polícia Civil será enviado ao MPT-AM, que dará andamento à denúncia no âmbito judicial, conforme as constatações.

A secretária executiva de Direitos Humanos, Gabriella Campezatto, frisa que qualquer pessoa pode fazer a denúncia e não precisa se identificar.

“É importante que nós atuemos na prevenção, em campanhas de conscientização da população sobre essa pauta para que possam ser identificadas. E quando ocorrer, que a população denuncie por meio da Sejusc, em alguma delegacia ou pelo Disque 100, que é um canal de denúncias nacional”, acrescentou a secretária.

O empresário e responsável pela empresa acompanhou a fiscalização. Ele não quis se identificar, mas disse ser a favor da vistoria e da prevenção ao trabalho análogo à escravidão.

“Eu acho isso muito importante para que todas as empresas se adequem ao sistema, ter todo mundo em igualdade. As condições de trabalho corretas nas empresas é uma coisa que é válida para a população, os colaboradores”, comentou.

*Com informações da assessoria

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