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Home»Amazonas»Homens presos em Manaus com 47 kg de ouro de garimpo ilegal são denunciados pelo MPF
Amazonas

Homens presos em Manaus com 47 kg de ouro de garimpo ilegal são denunciados pelo MPF

adminBy admindezembro 19, 2023Updated:dezembro 19, 2023Nenhum comentário4 Mins Read
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Homens presos em Manaus com 47 kg de ouro de garimpo ilegal são denunciados pelo MPF
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Ação

Apreensão da carga, avaliada em cerca de R$ 15 milhões, é considerada a maior da história do estado

Em Tempo* – 19/12/2023 às 13:3119/12/2023 às 13:31

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou à Justiça Federal do Amazonas dois homens presos em flagrante enquanto transportavam 47kg de ouro extraído de garimpo ilegal. Segundo a Polícia Federal, o material, avaliado em aproximadamente R$ 15 milhões, representa a maior apreensão da história do estado.

Ambos os envolvidos vão responder por crime contra o patrimônio da União, na modalidade de usurpacão, com pena que varia de 1 a 5 anos de prisão, além de multa. Um deles também foi denunciado por atentado contra a segurança do transporte aéreo, por pilotar aeronave sem plano de voo.

O crime prevê pena de 2 a 5 anos de reclusão. Além da denúncia, o MPF requereu a manutenção da prisão preventiva dos acusados.

Os dois denunciados foram presos em Manaus, no último dia 9. Além do ouro ilegal, foram aprendidos dois carros e uma aeronave. Segundo a denúncia do MPF, um dos denunciados pilotou o avião com a carga ilícita até o aeroclube da capital, onde foi recepcionado pelo comparsa, que o aguardava com um carro.

O material foi acondicionado no automóvel e ambos saíram pelas ruas da capital. No trajeto, porém, passaram a ser perseguidos por outros dois carros, de onde foram efetuados diversos disparos. A Polícia foi acionada e, quando chegou ao local, os acusados tentaram se esconder no interior de uma loja, mas foram localizados e presos.

Os homens que pretendiam roubar a carga ilícita fugiram em um dos carros que estava na perseguição, deixando o outro no local.

Laudo pericial elaborado pela Polícia Federal confirmou que o ouro apreendido tem grau de pureza de 91,25%, tratando-se de matéria-prima pertencente à União e explorada sem autorização legal ou licença da autoridade competente.

Além da condenação pelos crimes imputados na denúncia, o MPF pede que os acusados sejam condenados ao pagamento de indenização por dano moral coletivo, no valor mínimo deR$ 500 mil, e que tenham decretada a inabilitação para dirigir veículo automotor terrestre e para pilotar aeronaves.

Em relação à necessidade de manutenção da prisão dos envolvidos, o MPF destaca que a expressiva quantidade de minério apreendida revela a posição dominante dos acusados na estrutura da macrocriminalidade relacionada ao escoamento da produção do ouro extraído ilegalmente.

“Em liberdade, é certo que os denunciados voltarão a delinquir, inclusive porque ambos não declararam exercer qualquer atividade econômica dissociada dos fatos delituosos apurados. Além disso, o transporte de bens de valor tão expressivo indica que ambos faziam do crime o seu meio de vida”, registra a denúncia.

O órgão esclarece ainda que as investigações continuam e novas ações penais podem ser propostas.

Garimpo ilegal

Na denúncia, o MPF frisa que a atividade garimpeira exercida de modo irregular, além de atentar contra o patrimônio do Estado brasileiro e o meio ambiente, resulta em consequências nefastas à saúde pública. Isso porque o processo de extração dos recursos minerais envolve a utilização de mercúrio, substância comprovadamente cancerígena e causadora de outros agravos à saúde.

“Como consequência, a tolerância quanto a tais ilícitos contribui para potencializar a poluição dos rios e a destruição da fauna aquática, repercutindo, ainda, na qualidade de vida dos povos indígenas e das populações ribeirinhas que habitam a bacia hidrográfica e têm os peixes como base da sua dieta alimentar”, alerta o órgão no processo.

O Ministério Público ressalta ainda que o garimpo ilegal em terras indígenas na Região Norte do país adquiriu dimensões de tragédia humanitária, atraindo a atenção de diversos organismos internacionais. Em julho de 2022, a Corte Interamericana de Direitos Humanos determinou que o Estado Brasileiro promova ações para proteção da saúde e da vida dos povos indígenas, salientando a extrema gravidade da presença de garimpeiros em terras indígenas.

*Com informações da assessoria

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